“Nada se deve esperar dos homens que entram na vida sem se entusiasmarem por algum ideal; aos que nunca foram jovens, parece desvairado todo sonho. Não se nasce jovem; é preciso adquirir a juventude. E, sem ideal, não é possível adquiri-la.” — José Ingenieros, em “O homem medíocre”
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Carlos Giachetti
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“A humanidade não chega até onde querem os idealistas (…); contudo, sempre chega mais além de onde teria ido sem o seu esforço.” — José Ingenieros, em “O homem medíocre”
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“A imaginação, construindo sem tréguas, fez mais do que o cálculo, destruindo sem descanso. A excessiva prudência dos medíocres paralisou sempre as iniciativas mais fecundas. E isto não quer dizer que a imaginação exclua a experiência: esta é útil, mas, sem aquela, é estéril. (…) Do equilíbrio entre a inspiração e a sabedoria, nasce o gênio.” — José Ingenieros, em “O homem medíocre”
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“Sem idealistas, seria inconcebível o progresso. O culto do ‘homem prático’, limitado às contingências do presente, importa numa renúncia a toda perfeição. O hábito organiza a rotina, e nada cria no sentido do porvir; só dos imaginativos é que a ciência espera as suas hipóteses, a arte, o seu vôo, a moral, os seus exemplos, a história, as suas páginas luminosas. São a parte viva e dinâmica da humanidade; os práticos nada mais fizeram do que aproveitar do seu esforço, vegetando na sombra.” — José Ingenieros, em “O homem medíocre”
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“Todo idealista é homem qualitativo; possui um sentido das diferenças que lhe permite distinguir entre o mau, que observa, e o melhor, que imagina. Os homens sem ideais são quantitativos, podem apreciar o mais ou o menos, mas nunca distinguem o melhor do pior.” — José Ingenieros, em “O homem medíocre”
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“Os espíritos convulsionados por algum ideal são inimigos da mediocridade: sonhadores contra os utilitários, entusiastas contra os apáticos, generosos contra os calculadores, indisciplinados contra os dogmáticos.” — José Ingenieros, em “O homem medíocre”
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“Haverá sempre um contraste evidente entre o servilismo e a dignidade, a necessidade e o engenho, a hipocrisia e a virtude. A imaginação dará, a uns, o impulso original (…); a imitação organizará, nos outros, os hábitos coletivos. Sempre haverá, por força, idealistas e medíocres.” — José Ingenieros, em “O homem medíocre”
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“A história da civilização mostra uma infinita inquietude de perfeições, que os grandes homens pressentem, anunciam ou simbolizam. À frente desses arautos, em cada momento da peregrinação humana, adverte-se uma força que obstrui todas as sendas: a mediocridade, que é uma incapacidade de ideais.” — José Ingenieros, em “O homem medíocre”
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“Toda moral alicerçada em superstições e dogmatismos é própria de mentes primitivas. E é contrária a todo idealismo, além de excluir todo ideal.” — José Ingenieros, em “O homem medíocre”
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“(…) em todas as doutrinas podem albergar-se os dignos e os parasitas, os virtuosos e os sem-vergonha.” — José Ingenieros, em “O homem medíocre”